Diáspora

O seu olhar me fala sobre sua mudez, enquanto a sua boca me olha tão esnobe. Onde fui alguém já não sou mais ninguém. Vejo sua vontade de fuga em minha prisão tão severa e noto como minhas frases tão puras cortam você como navalha. A sua surdez aspirada as minhas palavras de afeto me machucam tanto quanto o seu cheiro teimoso em meu quarto. Bateu em minha porta com hora marcada para voltar, e esqueceu tanta coisa aqui. Coisas tão cortantes que parecem doer mais que aquela vez que cai.

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